sábado, 23 de junho de 2012

EUCALIPTO

Avenida vertical;
Enquanto o sol desfecha
Claros e extasiantes raios
Por entre clareiras abençoadas
E folhagens-rainhas
O braço branco
E o corpo inerte
Amparam-se ao tronco
Ao peito, arrimo
Da árvore mãe
Da amiga enraizada
No limbo do esquecimento:
Castanho, verde, aromático,
Fugaz, vespertino, leve;
Presença do eucalipto - 
 - Purificação em plena mata.
Lembrança do quê mesmo?


(Poema extraído de meu livro "NATURA - POEMAS NATURAIS - 1989)

2 comentários:

  1. A verve poética vai aflorando e rescendendo o seu perfume...

    ResponderExcluir
  2. Quase dá pra sentir o cheirinho de mato...

    ResponderExcluir