domingo, 24 de outubro de 2010

VARGAS LLOSA, ENFIM O RECONHECIMENTO


O mundo da Literatura acordou mais feliz no dia 7 de outubro. Depois de muitas nominações enfim a Academia Sueca premiou o escritor peruano Mario Vargas Llosa com o Prêmio Nobel de Literatura 2010. Foi um reconhecimento demorado e tardio, mas justo, embora cercado de uma certa polêmica pela atual posição política do agora laureado autor de Conversa na Catedral, Tia Júlia e o Escrevinhador e A Guerra do Fim do Mundo.

Vargas Llosa, que já foi ídolo da esquerda ao lado do outro grande nome da literatura hispano-americana, Gabriel Garcia Márquez, é visto agora com olhos críticos que parecem esquecer que, em Literatura não há direita nem esquerda - há apenas Literatura. Há mesmo escritores assumidamente fascistas como Louis-Ferdinand Céline, Montherlant e Péguy cujos escritos são amplamente estudados e discutidos, considerados mesmo como de grande qualidade.

É curioso como o Peru, sendo uma nação tão diminuta, tenha produzido uma literatura tão excelente e tão diversificada. A Argentina de Borges, Bioy Casares e Julio Cortázar e o México de Octavio Paz e Amado Nervo são os países hispano-americanos com maior representatividade. A Colômbia nos deu Garcia Márquez, do Chile vieram Pablo Neruda e Gabriela Mistral, outra laureada com o Nobel de Literatura. A Nicarágua é a pátria de Ruben Dario, a excelência da poesia latino-americana.

Ora, além do agora laureado Vargas Llosa, os peruanos devem orgulhar-se, e muito, da literatura de Manuel Scorza e este excelente Garabombo, o Invisível. Ainda temos Ricardo Palma e suas Tradições Peruanas, o discutidíssimo Horacio Quiroga e o curioso Sofocleto com seu anedotário de nome Sinlogismos.



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